O nosso método passo a passo

Cada modelo, antes de virar gráfico, passa por várias camadas de debate. O método começa pela definição do que analisar, inclui etapas de teste e termina sempre com validação crítica — nunca com respostas automáticas.

Quadro branco com gráficos e fórmulas
1º passo

Transmissão além da superfície

A modelação de transmissão de volatilidade é o ponto de partida. Não basta olhar para médias: é preciso entender como um choque se propaga de um mercado para outro. Porquê? Porque na prática portuguesa, respostas automáticas falham. O nosso método começa sempre pela pergunta certa, nunca pelo gráfico mais bonito.

Discussão em equipa sobre métodos
2º passo

Duvidar antes de aceitar

Duvidar é obrigatório. Antes de aceitar qualquer resultado, confrontamos pressupostos, testamos relações causais e expomos onde o modelo pode distorcer conclusões. Só assim garantimos que não partimos para generalizações fáceis.
Revisão crítica e debate em equipa
3º passo

Revisão crítica dos resultados

Os resultados são discutidos em equipa, focando limitações e pontos cegos. Preferimos expor as margens de erro a apresentar conclusões fechadas. Afinal, é na dúvida que se constrói a análise crítica.

Etapas do processo metodológico

Começamos pelo essencial: definir objetivos e recolher dados. Só depois partimos para a modelação propriamente dita, seguida de testes críticos e de um debate aberto sobre limites e potencial de cada abordagem.

Definição e recolha de dados

Definimos o objetivo central, delimitamos o âmbito do problema e selecionamos fontes de dados que respondam à realidade portuguesa. Questionamos sempre: estamos a perguntar o que realmente interessa?

Delimitação do objetivo

Objetivo e contexto claramente definidos para cada análise.

Seleção de dados apropriada

Fontes de dados avaliadas quanto à relevância local.

Construção e ajuste dos modelos

Adaptamos modelos como VAR e GARCH multivariado à transmissão entre mercados. Testamos diferentes configurações para captar sinais relevantes e identificar limitações logo no início.

Ajuste do modelo

Modelos ajustados ao contexto português e à dinâmica dos mercados.

Verificação dos pressupostos

Testes de pressupostos realizados para identificar falhas precoces.

Validação e debate dos resultados

Executamos testes de causalidade, análise de sensibilidade e validação cruzada dos resultados. Discutimos abertamente os pontos cegos e as limitações que emergem.

Testes de causalidade

Testes de causalidade realizados para reforçar conclusões.

Exposição das limitações

Discussão transparente sobre limitações e zonas de incerteza.

Adaptação e revisão final

Adaptamos recomendações e interpretações ao contexto nacional, incorporando feedback e promovendo debate crítico com especialistas e leitores. O processo termina com uma revisão aberta — sempre prontos a rever conclusões se os dados assim o exigirem.

Adaptação local

Recomendações ajustadas ao contexto português.

Revisão aberta

Revisão contínua e debate aberto entre especialistas.

Como aplicamos a metodologia

Os modelos multivariados, como GARCH ou VAR estendidos, permitem captar efeitos de transmissão de volatilidade entre mercados. O processo começa pela seleção criteriosa de dados, avança para testes de causalidade e culmina numa validação aberta das limitações dos modelos. A análise não se encerra em gráficos — cada resultado é confrontado com diferentes interpretações e cenários, promovendo debate crítico em vez de certezas absolutas.

Equipa discute modelos em quadro branco

Seleção de dados e definição do objetivo

A primeira etapa passa por definir objetivos e selecionar dados relevantes. Aqui, discutimos o que incluir, que períodos analisar e como filtrar ruído, sempre considerando o contexto local.
Visualização de modelo e análise de dados

Construção e teste dos modelos

Construímos modelos adaptados à transmissão de volatilidade, como GARCH multivariado ou VAR, e testamos pressupostos para identificar limites e oportunidades. Testes de causalidade e avaliações robustas fazem parte da rotina.
Equipa revê resultados e debate limitações

Validação crítica e adaptação

Os resultados nunca são finais sem debate. Reunimos especialistas para discutir as limitações, confrontar interpretações alternativas e adaptar recomendações ao contexto português, promovendo sempre transparência.

O que distingue a nossa abordagem

Ao comparar com métodos convencionais, o nosso processo multivariado permite captar ligações dinâmicas e avaliar o impacto de choques de forma mais flexível, especialmente ajustado à realidade portuguesa.

Principais características Uedmausaelsora Modelação VAR clássica Abordagens univariadas
Abordagem de análise
Cobertura de relações entre mercados
Flexibilidade perante choques
Adaptação ao contexto português
Rigor na validação dos resultados
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